segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Texto da apostila (1): O Brasil é um país racista?

SIM
EM 1998 , Pierre Bourdieu e Loïc Wacquant se perguntavam, em famoso libelo contra o imperialismo cultural norte-americano: "Quando será publicado um livro intitulado "O Brasil Racista", segundo o modelo da obra com o título cientificamente inqualificável, "La France Raciste", de um sociólogo mais atento às expectativas do campo jornalístico do que às complexidades da realidade?" Igual desafio me coloca a Folha.
Eu respondo sim, somos um país racista, se por racismo entendermos a disseminação no nosso cotidiano de práticas de discriminação e de atitudes preconceituosas que atingem prioritariamente os pardos, os mestiços e os pretos. Práticas que diminuem as oportunidades dos negros de competir em condições de igualdade com pessoas mais claras em quase todos os âmbitos da vida social que resultam em poder ou riqueza.
Do mesmo modo, até recentemente era difícil achar uma face negra na TV brasileira, em comerciais ou em programas de entretenimento ou informação. Casos de violência policial contra negros eram comuns, como o era a detenção de negros por suspeição ou a proibição de usarem o elevador social em edifícios residenciais.
A presença de negros nas universidades, como professores ou alunos, continua muito abaixo da proporção de negros em nossa população. Para culminar, o descaso dos poderes públicos para com os bairros periféricos ou as regiões mais pobres do país torna ainda mais sofríveis os indicadores sociais relativos a pretos e pardos.
As desigualdades raciais, ou seja, os diferenciais de renda, saúde, emprego, educação etc. entre brancos, de um lado, e pretos e pardos, de outro, são gritantes e estão muito bem documentadas. A julgar pelos resultados, portanto, somos racistas. E esse é o modo como, no mundo atual, a sociologia e as instituições internacionais definem o racismo. Não é pelas intenções, pelas doutrinas ou pela consciência racial, mas pelo resultado de uma miríade de ações e omissões.
Como funciona o nosso "racismo como consequência"? Desde os anos de 1940 o sabemos. Não classificamos por raça, mas por cor. Não acreditamos em grupos de descendência chamados "raças". Os nossos "grupos de cor" são abertos, podem se alterar de geração a geração, podem conviver com certa mobilidade individual. São classes, no sentido weberiano. Temos e cultivamos, portanto, classes de cor.
Mas, apesar de fronteiras incertas para o olhar europeu, não há dúvidas de que pessoas e famílias no Brasil pertencem a classes de cor bem determinadas, se fixarmos um momento no tempo. "Cores" são tão socialmente construídas quanto as "raças" e delas derivadas.
Discriminamos abertamente as pessoas por classe de cor ou de renda, por local de nascimento ou aparência física etc. Todas essas discriminações são feitas em muito boa consciência porque não acreditamos em "raças".
Não creio, entretanto, que nosso racismo seja pior, como querem alguns militantes, porque mais difícil de ser combatido e revertido. Nos últimos dez anos, melhorou o respeito aos direitos individuais, e a representação de demandas coletivas se revigorou no Brasil. Reconhecemos o nosso racismo. Isso levou a uma sensível mudança de atitude, políticas novas estão sendo testadas.
Como explicar de outro modo a implantação de ações afirmativas ou programas de inclusão social em tantas universidades públicas; a contratação de artistas e jornalistas negros pelos meios de comunicação; a criminalização da discriminação; a diminuição das arbitrariedades policiais contra os negros; o reconhecimento das terras quilombolas etc.?
Tudo isso, porém, não podia ser feito sem que um movimento social poderoso se organizasse em torno da reivindicação de igualdade racial contando com a solidariedade internacional. Um "imperialismo cultural" de consequências republicanas e democráticas, eu diria.
Alguns temem que as "classes de cor" se tornem "raças" pela força da lei, ou seja, pelas políticas de inclusão social e racial. Espero que se dê algo bem diferente: se eficientes, essas políticas podem dissolver o racismo que subsiste sob as classes de cor.

ANTONIO SÉRGIO ALFREDO GUIMARÃES, 57, Ph.D em sociologia pela Universidade de Wisconsin-Madison, é professor titular do Departamento de Sociologia da USP. É autor, entre outras obras, de "Racismo e Anti-Racismo no Brasil" e "Classes, Raças e Democracia"

O USO DOS PORQUÊS

O por que (separado e SEM acento) aparece em pelo menos três situações:

1ª)  Utilizado em perguntas, podendo ser substituído pela expressão "por qual (motivo/razão)“. Exemplos:

Por que ele não veio?
Por qual motivo ele não veio?
Por qual razão ele não veio?

2ª)  Em afirmações, quando não é apresentado um motivo ou hipótese para esclarecer a dúvida apresentada. Exemplo:

Não sei por que ele não veio.

Neste caso também pode ser substituído pela expressão "por qual (motivo/razão)”:

Não sei por qual motivo ele não veio.

3ª)  Como equivalente a "pelo/pela(s) qual(is)":

A avenida por que passaria estava inundada.
A avenida pela qual passaria estava inundada.


Quando é utilizado ao final da frase, o "que" torna-se tônico, por isso, temos o por quê (separado  e acentuado):

Ele não veio por quê?
Ele não veio por qual motivo?
Ele avisou que não vinha e nós nem perguntamos por quê...
Ele avisou que não vinha e nós nem perguntamos por qual motivo...


A partir do momento em que apresentamos um motivo para esclarecer o fato, mesmo que seja apenas uma suposição, utilizamos a conjunção explicativa porque (equivalente a “pois”):

Acho que ele não veio porque choveu.
Ele não veio porque tinha outro compromisso.
Ele não veio porque o carro quebrou.

E, tendo exposto o motivo, mesmo que seja apenas uma suposição, o porque é utilizado até em perguntas: 

Será que ele não veio porque choveu?
Ele não veio porque o carro quebrou?

Note que, nestes casos, não há como substituir o “porque” pela expressão "por qual motivo/razão".


O porquê (junto e COM acento) é um substantivo, sinônimo de “razão”, “causa”, “motivo”. Por ser um substantivo, aparece sempre acompanhado de artigo, pronome, adjetivo ou numeral:

Ele avisou que não vinha e nós nem perguntamos o porquê...
Ainda não entendi o porquê dele não ter vindo...
Dê-me um porquê para ir à festa.


Autoria: Simone Costa

domingo, 9 de setembro de 2012

Arte!

Para aqueles que apreciam uma bela pintura, segue link com imagens dos trabalhos de Leonid Afremov:

http://leonidafremov.deviantart.com/gallery/

Só para terem uma ideia da beleza, vejam:




Não são lindas??? Acessem o site do artista!


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Como apresentar um projeto


1. Se você fala rápido demais, repita as mensagens mais importantes usando outras palavras. Quem não entendeu da primeira vez entenderá da segunda. Se fala devagar, não desvie o olhar da plateia nos instantes de pausas mais prolongadas. Após o intervalo, volte a falar com mais ênfase.
2. Cuidado com os grunhidos 'né', e 'tá'. Além de horríveis, demonstram insegurança.
3. Conheça o interlocutor. Se o grupo estiver familiarizado com o tema, não simplifique as informações.
4. Nunca, jamais, em hipótese alguma decore a apresentação. Faça um roteiro com começo, meio e fim: conte o problema, apresente a solução e, por fim, demonstre sua esperança no apoio dos diretores ao projeto.
5. Cuidado com a postura. Não fale com as mãos nas costas, mantenha-se apresentável e olhe para todas as pessoas da plateia alternadamente.
6. Há dois erros que as pessoas costumam cometer numa apresentação: falta de gestos ou excesso de gestos. Use-os, mas com moderação.
7. Evite as piadas. O risco de ninguém achar graça é grande e aí, meu chapa, vai ser difícil segurar a apresentação numa boa. Deixe a piada para o final, se for o caso.
8. Corrija problemas de dicção com dois exercícios bem simples. Morda o dedo indicador e leia em voz alta o mais claro possível. Dois minutos por dia bastam. Outro: leia poesias em voz alta. Esse é o mais eficiente dos dois, segundo Polito. Além de melhorar a dicção, pode ser muito romântico.
Dicas de Reinaldo Polito concedidas à Revista Você S.A., em abril de 1998, para Maria Tereza Gomes

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Trabalho do 3º bimestre: "Viagem de formatura: argumentação em jogo"

Trabalho: Viagem de formatura: argumentação em jogo

Imaginem que farão uma viagem de formatura para determinado estado brasileiro. Cada grupo deve criar um cartaz divulgando o local e apresentar dez motivos para conhecê-lo/visitá-lo. O intuito é convencer a classe a escolher a viagem proposta por meio de bons argumentos.

O cartaz deve conter, além do nome do estado em destaque, os  dez argumentos, a bandeira do estado, pequeno mapa do Brasil sinalizando a localização e fotos dos principais pontos turísticos. O grupo pode apresentar ainda um pequeno caderno com informações gerais do estado (número de habitantes e nome da capital, por exemplo), pratos, danças, trajes e festas típicas. Pode colocar também fotos de pontos turísticos não utilizadas no cartaz. Sugiro que visitem agências de turismo para obtenção de materiais, dados e fotos. Informem que trata-se de trabalho escolar! Na apresentação, serão analisados ainda os pontos tratados no texto de Reinaldo Polito, "Como copiar um projeto", disponível neste blog e em http://www.polito.com.br/portugues/dicas.php?id_nivel=15&id_nivel2=135.
Este trabalho valerá duas notas de 0 a dez: uma referente à qualidade dos dez argumentos; outra referente à apresentação (notas individuais, máximo 5), qualidade e coerência do cartaz quanto ao que fora pedido (nota do grupo, máximo 5).

Em grupos de até 4 alunos.

Bom trabalho a todos!!



Aqueles que ainda não escolheram o estado, devem falar comigo urgentemente.




terça-feira, 31 de julho de 2012

Recomeçar...

Volta às aulas. Que tédio! Aguentar aqueles professores chatos, ter que fazer lições, apresentar trabalhos... Mãe pegando no pé: “Estuda, menino”, pai fazendo ameaças: “Se me aparecer com outra nota vermelha, vai ver o que te acontece!”, acordar cedo... Ninguém merece!!!

Mas tudo tem lá o seu lado bom (tudo não, tá certo, quase tudo). É na escola que vamos nos preparar (e sermos preparados) para as competições que a vida nos entrega. Vestibular, universidade, bom emprego... Tudo isso tem um custo, e o custo é o estudo. Dedicar-se em aprender algo para alcançar os objetivos e a carreira tantas vezes sonhada.

Agosto é recomeço. Tempo de reiniciar a batalha. Não para tirar dez em Português, Matemática ou História, mas para tirar dez na vida! Por isso, relembre seus sonhos. Pense neles. O que você precisa para alcançá-los? Só boa vontade, infelizmente, quase nunca é suficiente.

Comece a trabalhar em favor de seus sonhos. Quer ser jogador de futebol? Treine bastante. Quer ser modelo? Cuide de seu corpo. Quer ser arquiteto? Que tal já esboçar algumas plantas?

Seja qual for o futuro que deseja para você, há um preço a pagar por ele; por isso, estude. Sim, porque até jogador de futebol precisa compreender bem um contrato e saber fazer algumas contas para não ser lesado e enganado. A mesma coisa acontece com as modelos (isso sem falar na necessidade de conhecer uma língua estrangeira!). Por isso, recomece animado, tendo em mente que está construindo o seu futuro. Esteja atento ao que lhe é ensinado e anote aquilo que precisa investigar e pesquisar para chegar onde quer chegar e ser o que deseja ser. Não perca tempo! Daqui a alguns anos, pode ter certeza, você sentirá saudade dessa época (e até de seus professores!). Tô falando, pode anotar! E, se não se dedicou como deveria, vai perceber o tempo precioso que desperdiçou. Tempo que não volta mais. Não volta mais.

Seja bem-vindo, agosto! 
Bom recomeço a todos!


Profa. Simone Costa



Permitida a reprodução desde que citada a autoria e a fonte.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Bienal do Livro: participem!

De 9 a 19 de Agosto de 2012
Pavilhão de Exposições do Anhembi
Av. Olavo Fontoura, 1.209 - Santana - CEP 02012-021 São Paulo - SP

Horário de Visitação:de 09 a 18 de agosto, das 10h às 22h
dia 19 de agosto, das 10h ás 20h, com entrada até às 18h

http://www.bienaldolivrosp.com.br/


A Incrível Máquina de Livros

Entre os dias 23 e 29 de julho, das 9 às 16h, a Câmara Brasileira do Livro comandará na Praça da República a "Incrível Máquina de Livros", uma VAN totalmente adesivada, irá trocar seus livros por outro em uma ação alegre e inovadora para estimular a leitura entre crianças, adolescentes, jovens e adultos.

Acionada por uma alavanca, essa colorida “máquina” de livros, ejetará obras literárias em troca da doação de outras em perfeito estado de conservação.

http://www.bienaldolivrosp.com.br/A-Bienal/Entre-no-Clima-da-Bienal/A-Incrivel-Maquinas-de-Livros/

Imprimindo os certificados...


Ainda sobre drogas...




sexta-feira, 13 de julho de 2012

Novo vídeo. Assistam!!!

Moçadinha, segue link do vídeo sobre o Projeto Jornal, que fizemos em 2010, lembram-se? Tem também algumas fotos sobre outros trabalhos e projetos.

http://www.youtube.com/watch?v=nIFhBgMwMcE


bjs,


Profa. Simone

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Você sabia...


A droga mais utilizada atualmente, no Brasil, é a maconha, com 2% de média de uso (91 mil usuários). No mundo todo, há mais de 158 milhões de consumidores da droga.

Os inalantes e a cocaína em pó aparecem em segundo lugar de consumo no Brasil, com percentuais semelhantes – de 1,1% e 1% em cada caso (com 50,5 mil e quase 47,8 mil alunos, respectivamente).

No Brasil, mais de 9.600 crianças, entre os 10 e 12 anos, e 37.700 jovens, entre 13 e 15 anos, declaram que usam drogas com frequência.

O uso de drogas matou 40.692 pessoas no país entre 2006 e 2010, uma média de 8 mil óbitos por ano. A bebida tirou a vida de 34.573 pessoas e, o fumo, de 4.625.

Existem 25 milhões de dependentes químicos no mundo e mais de 200 mil pessoas morrem por ano em decorrência do vício.

Fonte: Relatório do Escritório da Organização das Nações Unidas (ONU) contra Drogas e Crime, divulgado em 26.06.2012.






quinta-feira, 28 de junho de 2012

Outros projetos da Escola...

Vídeo sobre a peça teatral "A cola", de Maria Clara Machado, encenada pelos alunos da 6ªG, sob orientação da Profa. Cida Sebastiana, de Língua Portuguesa:

http://www.youtube.com/watch?v=EkCiiW9ldb0

Show de Talentos, organizado pela Profa. Erlane, de Artes, com contação de histórias, desfile de moda, apresentações musicais e de dança:

http://www.youtube.com/watch?v=EkCiiW9ldb0

quarta-feira, 27 de junho de 2012